Cobalt já aparece entre os dez mais
Chevrolet Cobalt já aparece entre os dez mais. A Chevrolet está de volta ao primeiro lugar no mercado brasileiro de automóveis. E é na lista de modelos mais vendidos de janeiro que se encontra uma explicação mais detalhada para a virada de jogo da marca norte-americana – que não liderava as vendas no Brasil desde 2004, quando completou seus 80 anos de Brasil e também venceu o acumulado do ano. O Cobalt chegou em novembro com a missão de ampliar a necessária renovação de portifólio da Chevrolet no Brasil.
No lançamento, a expectativa era boa – vender 3,5 mil carros por mês. E o começo foi até meio tímido, com apenas 2.156 unidades vendidas em dezembro. Mas já em janeiro, o segundo mês completo do Cobalt, mais de 5.900 exemplares foram emplacados. Nem o mais otimista dos executivos da General Motors do Brasil arriscaria tal prognóstico.
Além de impulsionar a marca à liderança, deixando Fiat e Volkswagen para trás, as vendas do Cobalt também conseguiram incluí-lo no “top 10” de automóveis de passeio mais vendidos no Brasil. Na nona colocação, ele superou modelos já consagrados, como o Renault Sandero e Fiat Siena. Se incluídos também os utilitários, perde a nona posição para a picape Fiat Strada e fica em décimo.
A título de comparação, os concorrentes diretos do segmento de sedãs compactos superiores – com motores acima de 1.0, mais espaço e mais equipamentos que os sedãs “de entrada” – tiveram desempenho muito mais tímido. O que chegou mais perto foi o Nissan Versa – pouco acima dos 1,5 mil exemplares. Carros mais antigos no mercado, como Honda City e Kia Cerato, foram muito mal, com cerca de 760 e 320 unidades cada, respectivamente.
Parte do mérito da GM está exatamente na concepção do produto. Como foi diversas vezes explicitado no lançamento do modelo, o público-alvo é a chamada “nova classe média brasileira” – o que não chega a ser uma ambição das mais originais. Aquele consumidor que melhorou de vida e não quer mais um “pé-de-boi” – carro com motor 1.0 e com poucos equipamentos de conforto e segurança – também está na alça de mira do concorrente Versa.
Para sensibilizar essas pessoas, a proposta da GM foi por apostar no conforto embarcado em seu sedã. E isso fica bem óbvio já nas dimensões. São 2,62 metros de distância entre-eixos. Como comparação, o Cruze, sedã médio da Chevrolet, tem 2,68 metros – apenas 6 cm a mais. É praticamente um espaço de sedã médio em um compacto. O tamanho do porta-malas também impressiona. São 563 litros de bagagem.
Carro será renovado no meio do ano
Se foi até ousada de um lado, do outro, a GM resolveu não inventar. Mecanicamente, o Cobalt é pouco inovador. Traz o 1.4 Econo.Flex VHC, que estreou no Prisma em 2006 e está bem difundido no resto da linha da marca – Agile, Meriva e Montana. Novidades mesmo só no meio do ano, quando o sedã irá receber um renovado motor 1.8 e opção de câmbio automático de seis velocidades. Por enquanto, o Cobalt conta com um motor de 102 cv a 6.200 rpm e 13 kgfm a 3.200 rotações, quando abastecido com etanol, e uma transmissão manual de cinco marchas.
Além das características do produto, o sucesso do Cobalt também passa pelo seu posicionamento de mercado. Ele sai de R$ 39.980 na versão de entrada LS e já vem com ar-condicionado e direção hidráulica. Na intermediária, LT, a conta sobe para R$ 43.780 e o carro incorpora vidros elétricos, airbag duplo e ABS. A testada e mais requintada LTZ custa R$ 45.980. E adiciona ao que vem na LT alguns itens cromados na carroceria e no interior, rádio com entradas auxiliares, retrovisores elétricos e rodas de liga leve de 15 polegadas. São preços que, ao que parece, serviram para incomodar bastante a concorrência. Mas, historicamente, o mercado brasileiro mostra que a capacidade da GM em comercializar sedãs sempre foi das melhores.
E é exatamente com a força dos novatos sedãs Cobalt e Cruze que a marca da gravata dourada voltou a liderar o mercado nacional nesse início de 2012. Que promete intensas disputas a cada mês. Para se ter uma ideia de como a disputa pela liderança está emparelhada, a GM liderou janeiro com 20,95% das vendas, seguida pela Fiat com 20,59% e pela Volkswagen com 20,24%.
Ficha técnica – Chevrolet Cobalt LTZ
Motor: A gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1.389 cm³, com quatro cilindros em linha, duas válvulas por cilindro e comando simples no cabeçote. Injeção multiponto sequencial
Transmissão: Câmbio manual com cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira
Potência máxima: 102 cv e 97 cv 6.200 rpm com etanol e gasolina
Aceleração de 0 a 100 km/h: 11,5 segundos e 11,9 s com etanol e gasolina
Velocidade máxima: 170 km/h
Torque máximo: 13,0 kgfm e 12,8 kgfm a 3.200 rpm
Diâmetro e curso: 77,6 mm X 73,4 mm. Taxa de compressão: 12,4:1
Suspensão: Dianteira do tipo McPherson, com braço de controle ligado a haste tensora, com molas helicoidais, amortecedores pressurizados e barra estabilizadora. Traseira semi-independente, com eixo de torção, barra estabilizadora soldada no eixo, molas helicoidais e amortecedores pressurizados
Pneus: 165/65 R15
Freios: Dianteiros a disco ventilados e traseiros a tambor
Carroceria: Sedã em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,47 m de comprimento, 1,73 m de largura, 1,51 m de altura e 2,62 m de entre-eixos. Airbags frontais como opcional
Peso: 1.072 kg
Capacidade do porta-malas: 563 litros
Tanque de combustível: 54 litros
Produção: São Caetano do Sul, São Paulo.
Lançamento: 2011
Itens de série: Ar-condicionado, direção hidráulica, chave canivete, trio elétrica, banco do motorista, encostos de cabeça reguláveis em altura, airbag duplo frontal, ABS com EBD, grade dianteira cromada, coluna de direção com regulagem de altura, alarme e revestimento interno em dois tons, rodas de liga leve, faróis de neblina, barra cromada na traseira, rádio/CD/MP3/Bluetooth e computador de bordo
Preço: 45.980
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