Cobalt é o carro que vale quanto custa
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A GM apostou no espaço para atrair a atenção do consumidor para o Cobalt: porta-malas, por exemplo, é o maior da categoria
A tarefa do Chevrolet Cobalt era substituir de uma vez as versões sedan do Corsa e do Astra. Missão difícil, mas que está sendo muito bem feita pela novidade da montadora. O modelo foi o segundo a desembarcar no programa de renovação da linha Chevrolet no Brasil, que ainda inclui o Cruze e em breve o Sonic.
A aposta do Cobalt para atrair os consumidores é o amplo espaço interno, sem exagerar nas linhas externas. Não há como não notar a semelhança com o irmão Ágile, tanto que antes do lançamento imaginava-se que o Cobalt era a versão sedan do outro modelo. Mas é um carro que vai além, oferecendo mais tecnologia e conforto.
Com um habitáculo cômodo e espaçoso, o carro comporta confortavelmente cinco pessoas. O porta-malas é o maior da categoria, com capacidade para até 536 litros, 5% a mais que o antigo recordista, o Renault Logan, que tem 510 litros. A posição de dirigir do Chevrolet é prazerosa, com banco do motorista e volante com regulagem de altura. Só falta a regulagem de profundidade para a direção. O painel digital com iluminação azul remete a uma sensação tecnológica no interior do veículo, complementada pelo sistema de som potente, por ser de fábrica, e de fácil manuseio, com entradas auxiliar e USB no console. Os botões do ar-condicionado e direcionamento da ventilação são intuitivas, o que possibilita ao condutor não tirar os olhos do trajeto para aumentar ou diminuir a temperatura.
Por dentro a novidade mostra personalidade própria. Alguns itens foram emprestados do Cruze, como volante e alavancas de seta e limpador de para-brisa. O painel mistura conta-giros analógico com velocímetro digital, criando um contraste interessante. O acabamento tem bastante plástico, mas o material não é tão simples quanto no Ágile.
O conhecido motor 1.4 foi melhorado e gera 102 cv com etanol e 97 cv com gasolina. O barulho dentro da cabine é baixo, por causa da implantação de novas peças no propulsor, além da novidade de cabos no câmbio, ao invés de varões, o que possibilita engates mais suaves.
Chevrolet traz as clássicas LS, LT e LTZ
O Chevrolet Cobalt será vendido nas três versões clássicas LS, LT e LTZ. Todas vêm com ar-condicionado, direção hidráulica, travas elétricas, alarme e banco do motorista com regulagem de altura entre os itens de série. A básica LS tem preço sugerido de R$ 39.980.
A intermediária LT, que custa R$ 43.780, agrega vidros elétricos nas portas da frente, maçanetas e espelhos pintados na cor da carroceria, freios com sistema anti-travamento (ABS) e airbag duplo. A top de linha LTZ, por R$ 45.780, traz ainda rodas de liga leve, vidros elétricos nas portas traseiras, computador de bordo, faróis de neblina, rádio CD Player com reprodução de arquivos em MP3 e entrada USB e retrovisores com ajuste elétrico.
Bom desempenho na cidade, rodovia e campo
A convite da concessionária Autus de Uberlândia, o jornal CORREIO de Uberlândia testou o Chevrolet Cobalt top de linha, modelo LTZ. Foram exatos 240 quilômetros rodados em quatro dias de testes, em perímetro urbano, rodoviário e de terra. O veículo mostrou bom desempenho nos três tipos de terreno, com boa estabilidade, força em arrancadas e ultrapassagens e ainda conforto para todos os ocupantes. O porta-malas de 563 litros é espaçoso o suficiente para deixar o condutor tranquilo sobre as bagagens. Possivelmente, sempre caberão todas as malas.
De acordo com pesquisa da própria Chevrolet, o espaço interno do Cobalt está entre os atributos mais importantes para o “consumidor da classe C que quer algo mais”, como define o diretor de marketing da GM, Gustavo Colossi. Mas que tipo de algo mais? No caso da Chevrolet, o Cobalt se posiciona acima de Classic e Prisma e abaixo de Cruze. Em relação à concorrência, briga diretamente com Fiat Siena, Volkswagen Voyage, Ford Fiesta Sedan e Nissan Versa.
Todas as versões do Cobalt trazem motor 1.4 de 102 cv tem câmbio manual de 5 velocidades. A GM promete para este ano um modelo 1.8 com câmbio automático. Outro ponto positivo para o Cobalt é a suspensão independente na frente e semi-independente atrás. A aceleração é um pouco lenta, o que se espera de um carro desse porte. O zero a 100 km/h é feito em 11,5 segundos (etanol) e 11,9 s (gasolina).
Nas subidas mais íngremes, com ar-condicionado ligado e somente um ocupante, o Cobalt exigiu reduções de marchas. Com isso, se o “consumidor da classe C que quer algo mais” quiser algo em termos de motor, terá que esperar pelo 1.8. E vai ter que preparar o bolso, já que a versão deverá ficar em torno dos R$ 50 mil.
CHEVROLET COBALT
Números
Peso – 1.072 kg
Comprimento – 4,47 m
Largura – 1,73 m
Altura – 1,51 m
Preços
Cobalt LS – R$ 39.980
Cobalt LT – R$ 43.780
Cobalt LTZ – R$ 45.980
Concorrentes
Fiat Siena
Volkswagen Voyage
Ford Fiesta Sedan
Nissan Versa
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