De olho no conta-giros


De olho no conta-giros

Consultor ensina como dirigir com segurança e atingir o ponto extra-econômico do caminhão

Dilene Antonucci

O grande segredo para se economizar óleo diesel está no conta-giros. Dentro do faixa verde do equipamento, existe o ponto extra-econômico. E, quanto mais tempo o caminhão rodar neste ponto, menos vai consumir. Quem garante isso é o consultor Luiz Antonio Pigozzo, em suas palestras, em seu canal do Youtube e em seu livro “Consumo de combustível – uma questão de atitude”.

Com uma experiência de 35 anos na Scania, onde exerceu várias funções, Pigozzo dá a dica de ouro: é preciso dividir a faixa verde do conta-giros em três. Se, no seu caminhão, ela for de 1.000 a 1.500 rotações por minuto (rpms), serão três sub-faixas de 166 rpms. Então, o ponto extra-econômico deste veículo é o final da primeira sub-faixa, ou seja, 1.166. Mas dá para arredondar para 1.200. Quanto mais tempo o caminhão ficar em 1.200 rpms, mais econômica será a viagem. De acordo com Pigozzo, a economia pode superar 5%.

“O motorista precisa entender que o conta-giros é sua melhor ferramenta de trabalho. É este equipamento que vai dizer a ele que marcha usar na reta, na subida, na descida. No conta-giros está a segurança e a economia para o motorista”, afirma.

Logo que deixou a Scania, em 2015, Pigozzo foi dar aulas como instrutor na Fabet. Na primeira turma de caminhoneiros, ele percebeu a dificuldade de os alunos assimilarem seus conteúdos. Entendeu que tinha de mudar sua didática, foi até fazer um curso de coach para melhor atender a esse público. “O resultado foi fantástico. Hoje tenho muitos alunos dando aulas, trabalhando como multiplicadores dentro das transportadores”, conta.

O consultor diz que, quando o caminhoneiro passa a trabalhar focado no conta-giros, sua produção muda. “O sucesso vem rápido. É impressionante”, admira-se.

Mas, de acordo com ele, não é só o motorista que precisa aprender a interpretar o conta-giros. O empresário e os gestores de frota também. “Durante uma palestra, quando eu falava das rpms, um gestor percebeu que a velocidade determinada pela empresa, de 75 km por hora, não estava adequada com o caminhão que a transportadora costuma comprar”, afirma.

De acordo com o consultor, naquele caso, para ter direção extra-econômica, a empresa terá de baixar a velocidade ou passar a comprar caminhão com diferencial mais longo.

Ele destaca que, quando estimula motoristas e empresários a pensarem em economia, também está os conscientizando sobre segurança. “Um profissional que está motivado a buscar a máxima economia, precisa conduzir seu veículo com a máxima atenção, evitando assim erros que levem a um acidente ou uma distração para uma condução insegura”, observa.

A meta da economia, de acordo com o consultor, é “somente um norte”, uma referência para que o motorista não desvie sua atenção e mantenha sua condução mais segura. “Todos os requisitos de uma direção segura estão embutido na condução extra-econômica”, ensina.

Luiz Antonio Pigozzo ressalta que a profissão de motorista exige cada vez mais estudos.”Dirigir todo mundo dirige, mas para ser profissional, para bem atender o cliente, inserir informações via sistema, tem de ser diferenciado, tem de ser profissional.”

Quem tiver interesse em adquirir o livro “Consumo de combustível – uma questão de atitude”, deve clicar aqui . Contatos para palestras pelo email: luiz.pigozzo@gestaodecombustivel.com

Source: Carga Pesada

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