Dirigir com ar-condicionado ligado não gasta mais combustível


A garantia é de João Moita, instrutor da Mercedes-Benz, que também chama atenção para a necessidade de se aquecer o caminhão

Ar-condicionado ligado com o caminhão em movimento não provoca maior consumo de combustível. Pelo contrário. Quando se dirige com os vidros fechados, a aerodinâmica é melhor e o, consumo, em consequência disso, é menor. Quem garante é o instrutor de motoristas e técnico de demonstração de produtos da Mercedes-Benz, João Moita. Ele tem 50 anos de profissão, sendo 37 deles na marca alemã.

“Isso é mito”, diz ele ao ser questionado pela Carga Pesada se o ar-condicionado provoca maior gasto de combustível com o caminhão em movimento. Por outro lado, se o veículo está em marcha lenta, numa fila, a resposta é sim. “Gasta dois litros (de combustível) por hora mais ou menos, além de prejudicar o motor, que precisa de ar para funcionar”, avisa.

A conversa da reportagem com o Moita, durante test drive do novo Actros, série especial em homenagem aos clássicos 1111 e 1113, foi gravada em vídeo (veja abaixo) divulgado no Facebook da revista.

Ele também falou sobre a importância de se esquentar o caminhão, trafegando com uma velocidade mais baixa no início da viagem. “Sempre falo que o caminhão é igual ao jogador de futebol, que faz aquecimento ante de jogar. Mas não é só aquecimento de fôlego. Ele faz alongamento, aquece músculo, tendão, essa coisa toda”, ressalta.

No caminhão, lembra Moita, é preciso aquecer molas, pneus, água do radiador, óleo do motor. “Vai a 40, 60 quilômetros (de velocidade) nos primeiros cinco, dez quilômetros. Depois está tudo aquecido”, conta. O técnico salienta que a mola é um dos equipamentos que mais risco corre quando o caminhão está frio. “Você sai de manhã e não aqueceu, no primeiro buraco que você passa ela quebra.”

ACTROS

Com 129 unidades emplacadas em 2017, até novembro, o Actros 2651 6×4 da Mercedes-Benz é o caminhão extrapesado rodoviário mais vendido em Mato Grosso. As vendas de caminhões extrapesados cresceram aproximadamente 61% no Estado em 2017. Até novembro, foram emplacadas 839 unidades, frente a 521 unidades do ano passado.

 

Source: Carga Pesada

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