Mercado de caminhões vocacionais cresce e representa 16,5% do total


Mercado de caminhões vocacionais cresce e representa 16,5% do total

Volvo lidera na cana-de-açúcar, com 43% de participação no segmento acima de 15 toneladas nos primeiros meses dos anos

Os bons números do mercado brasileiro de caminhões vão além da retomada dos setores de carga industrializada e agronegócio. O segmento de veículos vocacionais para transporte fora de estrada também se mostra positivo. Cana-de-açúcar e florestal apresentam bom desempenho desde o ano passado e espera-se uma recuperação para a mineração e construção nos próximos períodos.

Para fortalecer ainda mais presença da marca nesse setor, a Volvo promove nesta sexta-feira (18) o “Volvo Exreme”, em Mogi das Cruzes (SP). Participam cerca de 200 convidados entre clientes e consultores de negócios de todas as concessionárias da marca na América latina.

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O assunto hoje é o evento Volvo Extreme com foco nos fora de estrada. A Volvo montou um circuito off road para test drives com sua linha FM, FMX e VM voltados para operações canavieiras, na mineração, construção e madeira.A marca lidera na cana de açúcar com 43% de participação no segmento acima de 15 toneladas nos primeiros meses deste ano.

Posted by Revista Carga Pesada on Friday, May 18, 2018

“A volvo sempre se destacou em vocacionais com veículos robustos, confiáveis e que dão retomo aos clientes. Mas, além de bons produtos, este evento tem a finalidade de evidenciar também nossa estrutura de serviços, focada diretamente em assegurar alta disponibilidade física dos caminhões, algo que conta muito neste segmento”, assegura Bernardo Fedalto, diretor Comercial de Caminhões da Volvo.

Em entrevista à Carga Pesada, ele disse que, além de disponibilidade, robustez e economia do combustível, os clientes de off road pedem caminhões mais leves para levarem mais carga porque a fiscalização da lei da balança está de olho neles quando vão para as rodovias. “Esse é um desafio para os fabricantes”, afirma.

O diretor contou à reportagem que a caixa I-Shift de sexta geração já está em quase 100% dos caminhões da linha F da Volvo. E que ela representa um importante diferencial porque tem um software específico para cada aplicação. “Se o cliente compra um canavieiro, ele vem com uma caixa I-Shift específica para esta operação”, explica.

Volvo cresce em vocacionais

O mercado de caminhões vocacionais pode ser dividido em quatro grandes grupos: transporte de cana-de-açúcar, transporte para construção civil, transporte florestal e transporte para mineração. “A Volvo cresceu em quase todos esses segmentos nos primeiros meses deste ano. Se fizermos uma média praticamente dobramos nosso market share, passando de 15% (em 2017) para 29% (em 2018/1º trimestre)”, afirma Fedalto.

Entre todos os segmentos, o de maior destaque para a marca Volvo é o transporte de cana-de-açúcar. “Na cana, estamos liderando o mercado com 43% de participação. É um semento em que nos destacamos ao desenvolver produtos especiais para atender expectativas de clientes que exigem alta tecnologia e produtividade em seus caminhões. Como, por exemplo, temos o VM canavieiro e mais recentemente o VM autônomo, que está muito próximo de chegar ao mercado”, afirma Jeseniel Valério, gerente Comercial de Caminhões Vocacionais Volvo.

O crescimento da Volvo se explica pela boa oferta de produtos da marca no segmento vocacional. “Temos produtos para atender desde o segmento de construção (VM) até o transporte muito severo (FMX 540 cv e 250 t) em diferentes configurações de chassi, cabine, motores e eixos de tração”, assegura Valério. “Desde os primeiros N10, os caminhões Volvo sempre foram referência no mercado de veículos vocacionais. Com nossa linha atual, não é diferente. Nenhuma outra marca consegue associar a tecnologia que oferecemos à robustez, durabilidade e eficiência neste tipo de operação”, afirma o executivo.

Outro fator que influencia positivamente o desempenho da Volvo é o posicionamento da marca no atendimento de pós-venda dos veículos vocacionais. “A rotina deste tipo de caminhão raramente permite um deslocamento para revisões e reparos em concessionárias. Por isso, sempre que possível, investimos em atendimento remoto de campo, numa ação conjunta entre Volvo e as concessionárias, utilizando peças genuínas e mão de obra especializada. Nesses segmentos, o controle de todos os custos da operação como indicadores de tempo médio entre falhas (MTBF) e tempo médio entre reparos (MTTR) asseguram que os veículos tenham alta disponibilidade física e o melhor custo operacional do mercado, contribuindo para o sucesso de nossos clientes”, declara Carlos Banzzatto, gerente Comercial de Pós-Venda da marca.

Bernardo Fedalto disse à Carga Pesada que 65% dos caminhões vendidos pela Volvo tem contrato de manutenção Azul e, de 15% a 18%, tem contrato Ouro, que é o mais completo. “De cada 10 caminhões, 8 saem com plano de saúde”, afirma.

O diretor ressalta que, pela primeira vez, há um aquecimento do mercado de caminhões em todos os continentes ao mesmo tempo. E isso tem representado um gargalo de componentes para a indústria. “Temos tido alguma demora em receber componentes que vêm da matriz, principalmente a caixa I-Shift. Por isso, alguns modelos da linha F, só temos para entregar em outubro. Dependendo do modelo, só no início de 2019”, conta.

 

Source: Carga Pesada

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