Nissan aposta em eletrificação no Brasil


Além do elétrico Leaf, a Nissan pode oferecer modelos híbridos e não descarta aumentar a participação no segmento de SUVs com novos modelos

 

Em um encontro virtual com jornalistas nesta terça-feira (8), o novo Presidente da Nissan Mercosul e Diretor Geral da Nissan do Brasil, Airton Cousseau, revelou alguns planos da fabricante para o mercado brasileiro. E como já anunciaram outras marcas, as apostas estão na eletrificação.

De acordo com o executivo, o objetivo da Nissan é ser líder em veículos elétricos no Brasil, além de permitir tornar diversas tecnologias inovadoras mais acessíveis, como a conectividade. A empresa vende o 100% elétrico Leaf no Brasil desde 2019, único eletrificado em seu portfólio até o momento. De acordo com a Fenabrave, o Leaf soma 30 unidades vendidas no país neste ano, enquanto seu rival Chevrolet Bolt tem 36 unidades.

Além do Leaf, porém, a empresa estuda comercializar opções híbridas também. Houve muitos rumores sobre a vinda do Kicks E-Power, hoje vendido na Tailândia, mas Cousseau ressalta que a tecnologia a ser empregada em um híbrido por aqui seria diferente daquela presente no Kicks asiático. Ainda assim, o SUV é um grande candidato a estrear esse sistema no mercado brasileiro, mas sem previsão de chegada.

A Nissan, inclusive, já revelou que será divulgada uma novidade da marca relacionada a eletrificação na próxima semana. O motivo dessa ofensiva: se hoje os elétricos e híbridos ainda são uma fatia pequena no mercado nacional, eles podem crescer exponencialmente como visto em outros locais. “No Brasil, estudos de consultorias especializadas revelaram que 14% do mercado será de híbridos e elétricos já em 2025”, completa.

Os elétricos e híbridos tiveram 1% de participação de mercado em todo o ano de 2020, segundo a Anfavea. Contudo, considerando os primeiros cinco meses deste ano, eles já subiram para 1,2% – eram 0,8% em janeiro e fecharam maio com 1,8%. Em volume total, são 10.392 unidades eletrificadas comercializadas em 2021 só nos primeiros meses, frente às 19.745 unidades nos 12 meses de 2020.

Ele reconhece que a infraestrutura ainda é escassa, mas defendeu que os elétricos são uma realidade, sim, para o nosso mercado, pois permitem autonomia suficiente para ir e voltar do trabalho, sendo bastante adequados para os trajetos diários.

E o X-Trail?

O executivo falou ainda sobre a comercialização de outros SUVs, segmento que vem crescendo no Brasil. Cousseau não descartou a possibilidade de um modelo menor que o Kicks, talvez um derivado do Magnite que é oferecido no mercado asiático, ou mesmo o X-Trail, que chegou a ser cotado para o Brasil no passado, mas nunca veio efetivamente. Por outro lado, ele reforçou que a vinda de carros importados tornaria o preço inviável, de modo que a solução seria um novo modelo a ser fabricado na região.

Isso significa que teremos modelos inéditos da Nissan? Não necessariamente. “O foco não é ter muitos produtos no portfólio, mas sim se posicionar com bons produtos em seus segmentos”, disse Cousseau.

Por fim, ele falou sobre o projeto de aumentar as exportações dos modelos fabricados em Resende, no Rio de Janeiro, com papel de destaque para o Kicks. Atualmente o SUV é exportado para Paraguai e Argentina, mas o executivo defende que ele possui potencial para chegar a outros países da América Latina.

Será o fim da Frontier em outros mercados?

A Nissan anunciou na Europa o fim da produção e da comercialização da picape média Frontier, mas apenas no mercado europeu. Atualmente, ela é produzida em uma unidade em Barcelona, na Espanha. Questionado sobre o futuro da picape no Mercosul, Airton Cousseau foi enfático em afirmar que a Frontier seguirá viva na região, onde possui um grande mercado. Ela chega ao Brasil fabricada na Argentina, onde não haverá mudanças.

 

Foto: Renan Senra/Revista Carro

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